Racionamento e apagão voltam ao Brasil com o governo Bolsonaro

A falta de governabilidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), forçou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustar a tarifa da bandeira vermelha 2 em 52% e junto escancarar uma crise gigantesca e sem procedentes no setor elétrico do país.

Desde o início do atual governo as medidas rotineiras de preservação ambiental próximos dos reservatórios, manutenção e investimento ou não aconteceram ou acontecem de formas mínimas.

Não se teve mais “horário de verão” e subsídios para implementação de energias alternativas para o setor privado e público como eólica e solar praticamente deixaram de existir, pra falar a verdade essas duas tecnologias já em funcionamento pelo país tiveram reajuste de imposto.

Na noite de segunda, 29/06, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, fez um pronunciamento na TV informando que o país passa por um momento de crise hídrica e pediu uso "consciente e responsável" de água e energia por parte da população.

O informe do ministro deixou claro que é uma campanha de racionamento seguida de risco de apagão, como os vividos em 2009 durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP).

"O uso consciente e responsável de água e energia reduzirá consideravelmente a pressão sobre o sistema elétrico, diminuindo também o custo da energia gerada", declarou o ministro.

Racionamento e apagão voltam ao Brasil com o governo Bolsonaro
Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque evita falar em racionamento e apagão para poupar governo, mas tragédia já é anunciada com o aumento da bandeira vermelha 2 em 52%

Albuquerque tem negado racionamento ou fragilidade de infraestrutura, mas cidades por todo o país tem sofrido constantes quedas de energia, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro e a mais afetada a capital federal Brasília por exemplo a energia caiu nos dias 04 e 23/12/2020 e ficou cerca de 3h apagada, depois no dia, 08/03, e agora no início de junho.

Economia

O ministro tem forçado o discurso de uso consciente para preservar o governo do impacto negativo de dizer que se trata de um racionamento, uma maneira de blindar a responsabilidade não aplicada do governo e não se somar aos números de popularidade e confiança do governo que estão ladeira abaixo. O mercado financeiro reagiu negativamente ao tamanho do aumento, a expectativa era de 20% e não 52%.

O ministério da economia se mantêm em silêncio, mas especialistas já relatam um efeito cascata no valor dos produtos da cesta básica. “A política econômica do país tem sido negligente com os preços dos combustíveis, não tem promovido ações de controle e agora com o aumento da energia produtos como frios devem tem um alto reajuste o que eleva automaticamente outros produtos de consumo básico”, alertou ao BK o estudante de economista, Alexandre Rodrigues.

Privatização da Eletrobras

A estatal Eletrobras que sozinha representa 30% de toda a energia consumida no Brasil recebeu aval do Congresso Nacional à Medida Provisória (MP) 1.031, que abre para a sua privatização, restando menos de cinco passos para que a estatal deixe de ser controlada majoritariamente pela União. Se a expectativa do governo se concretizar, a privatização deve ser finalizada em janeiro de 2022.

O Congresso encaminhou no dia, 22/06, à presidência da República o texto final da MP. O chefe do Executivo tem 15 dias úteis, 13 de julho, para sancionar a medida e convertê-la em lei ordinária. Ele pode tanto aprovar integralmente o texto quanto vetar trechos da proposta.