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Política

PF e TSE bloqueiam 15 milhões de esquema criminoso das Fake news bolsonaristas

Expirado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu na última terça, 17/08, a monetização de canais bolsonaristas que lucravam com vídeos que exploram informações falsas ou tiradas do contexto, como no caso da urna eletrônica. Por supostamente revelar informações “secretas e bombásticas”, atraem o interesse de milhões de pessoas. Na verdade as informações são falsas, e servem para mobilizar a base bolsonarista em torno de mentiras e ataques democráticos, além do lucro que esses canais recebem com essa tática.

O bloqueio foi ordenado pelo ministro do TSE, Luis Felipe Salomão, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. O dinheiro bloqueado seria pago pelas redes sociais a canais, páginas e sites bolsonaristas que são investigados por criarem e propagarem fake news em apoio a desinformação criada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contra o sistema de votação brasileiro.

Só no YouTube, os 14 canais atingidos pelo despacho podem gerar até US$ 2,9 milhões por ano em receitas - cerca de R$ 15 milhões.

A Policia Federal (PF) identificou uma esquema criminosa que, segundo as investigações, transformou em negócio lucrativo a divulgação de mentiras sobre as urnas.

A PF analisou o inquérito do TSE que apura os ataques sem provas feitos pelo presidente Jair Bolsonaro de que há fraudes nas eleições. Um desses ataques ocorreu numa live ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres. Bolsonaro também já ameaçou a democracia com a não realizar das eleições de 2022.

"Os investigados têm questionado as instituições sem qualquer respaldo concreto, colocar em dúvida a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas, atacar a imagem da Justiça Eleitoral - minando a democracia e a confiança da população nas instituições, o pode Judiciário não pode ser leniente quando a desestabilização da democracia e das instituições vem sendo recorrentemente feita, valendo-se de práticas ilícitas”, disse Luis Felipe Salomão.

Página canceladas da monetização

Entre as páginas que não poderão mais receber valores das empresas que administram as redes sociais estão os canais Jornal da Cidade, Folha Política, TáOquei e Terça Livre, a página Nas Ruas e o perfil do blogueiro Oswaldo Eustáquio. A ordem limita a monetização de conteúdos em plataformas como YouTube, Twitch, Twitter, Instagram e Facebook, Kwai e TikTok. A medida já começou a valer, e todos os ganhos obtidos pelos acusados serão repassados para uma conta da Corte Eleitoral.