Aumento dos combustíveis, energia, juros e cesta básica deixa brasileiro superendividado

O descontrole do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com a economia desde a sua posse em 2019 tem empobrecido as famílias brasileiras. Um estudo que vem sendo divulgado desde o dia, 29/06, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que 70% da população está superendividada.

O péssimo gerenciamento dos preços dos combustíveis, energia, taxa de juros e da cesta básica, já mostrava um endividamento fora do normal da população em 2020 com 66,5% e em 2019 63,6%.

Cerca de 78,7% de todos os endividados são com cartão de crédito e o destino destes gastos tem sido em grande maioria com comida, 16,8% com boletos de veículos e 9,5% com o financiamento da casa própria e 8,5% com crédito pessoal.

A inadimplência das famílias, ou seja, com contas e dívidas atrasadas e sem perspectiva de prazo de quitação das mesmas chega a 25,5% como em 2020, superando os 24% de 2019. Já para 11% dos endividados as contas não vão ser pagas de maneira nenhuma por falta de condições mínimas, superando os 9,6% de 2019.

A média de tempo das famílias ficarem endividadas no Brasil gira em torno de 7,2 meses, acima dos 6,9 meses em 2019.

Aumento do diesel, gasolina e gás

Depois do aumento de 52% da bandeira vermelha 2 de energia, foi a vez do diesel, gasolina e gás de cozinha que já gera um acumulo de alta acima dos 40% até julho desse 2021. A pesar do aumento ser nas refinarias, o preço na bomba da gasolina passa dos R$6,00, álcool (valor inflaciona junto com a gasolina) e diesel de R$5,00 e o gás de cozinha R$100,00.

Em abril, o general Joaquim Silva e Luna assumiu o comando da Petrobras depois que o presidente Bolsonaro fez uma série de críticas aos reajustes de preços de combustíveis praticados na gestão de Roberto Castello Branco, mas a politica sem controle de aumento dos combustíveis continuam.

Desvalorização do Salário e alta da cesta básica

Segundo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) calculou que o salário-mínimo necessário para uma família se manter com a cesta básica custando em média R$ 634,53 reais, deveria girar em torno de R$ 5.330,69, que corresponde a 4,85 ao valor atual do salário de R$ 1.100,00.

A base dos cálculos do DIEESE é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.