Sem provas Lina Vieira confirma reunião com ministra Dilma
Escrito por Karlos Rikáryo
Terça, 18/08/2009
No final da manhã dessa terça-feira, 18/08, durante a reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), a ex-secretaria da Receita Federal, Lina Maria Vieira, confirmou que teve um encontro com a ministra Dilma Rousseff, momento que a ministra pediu para que ela agilizasse o processo do filho de senador José Sarney (PMDB-AP). Apesar da afirmação de Lina Vieira ela mesma afirmou que não lembra da data do encontro e nem possui qualquer registro que o encontro tenha realmente existido.
A ex-secretaria afirmou ainda que não comentou o tal encontro com ninguém e não sabe quem foi a fonte dos jornalista do jornal Estado de São Paulo, que segundo ela já a procuraram com as informações e a mesma só fez confirmar as perguntas feitas pelo jornal. Vários senadores de oposição como: Álvaro Dias (PSDB-PR), Antônio Carlos Magalhães Filho (DEM-BA), Artur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) tentaram de todos os meios evitar que Lina venha responder com tranquilidade as perguntas feitas pelo senadores da bancada do governo.
Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Aluízio Mercadante (PT-SP), Ideli Salvatti (PT-SC) e Renan Calheiros (PMDB-AL) perguntaram inúmeras vezes se a mesma tinha como provar que o tal encontro existiu de verdade e se as colocações da mesma “entendi na fala da ministra que era pra encerrar o caso” foi provocado por alguma outra afirmação da ministra Dilma ou se foi por conta dela mesma essas afirmações. Lina disse várias vezes que a ministra falou “Agilize o caso do filho de Sarney” e nada mais, o que levou aos senadores do governo a acreditarem que a afirmação dada pela ex-secretaria a imprensa tenha sido por conta dela, já que o caso citado pela ministra já havia sido solicitado pelo ministério publico fazia algum tempo.
“Realmente não vi nenhuma tendencia na fala da ministra, foi tanto que não comentei nada com o ministro Guido Manteiga ou qualquer outra pessoa”, ressaltou Lina. Os senadores dando por satisfeito as perguntas feitas ao ponto de o momento começar a ter falar redundates e sem objetividades por conta da briga acirrada entre os senadores que já estão em clima das eleições de 2010.
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